quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

passageiro

trago no olhar
as nuvens do desassossego.

trago nas mãos
as cadencias dos desencontros.

trago-me perdido do mundo.

2 comentários:

Marta Vasil disse...

Que pena este risco lindo de palavras ser um grito de tristeza e angústia!

Um dia as nuvens, nas caminhadas que fazem, sossegarão e a angústia apaziguará reencontrando-se consigo e com o mundo.

Um abraço

MV

Vieira Calado disse...

Ora aqui temos um belo surtido daquilo a que eu chamo poemetos (também pratico a modalidade e até já há um livro, esgotado)

Achei muito interessante.

Um abraço.