domingo, 26 de abril de 2009

“difusas”

difusas amostras do sentir
espalhadas pelo erróneo

matam-me devagar.



(não estareis preparados para ler o meu sentir, nem tão-pouco para entender a minha poesia. que interessa? só a morte me acompanha e acolhe-me…)

sexta-feira, 24 de abril de 2009

ao vento

serpentinas do barlavento
ecoam o meu sofrimento
entre o desnorteio

há uma bússola de vento
que traz o alento.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

(roga-me)

que alma passeia
pelo silêncio do tormento?
(sem que fuja do tempo).

súplica do corpo
feito abrigo.

quarta-feira, 8 de abril de 2009

violino

o violino chora
no ombro do músico

é um choro profundo e alegre.

sábado, 4 de abril de 2009

memórias

risco as palavras
com a caneta do tempo
risco-as… com um traço negro.

as palavras e o tempo
despem-se do traço e do negro!