terça-feira, 22 de setembro de 2009

1.º ano no luso-poemas

comemoro um ano de estadia neste fantástico site. tenho descoberto umas escritas muito agradáveis e considero-me bem aceite neste núcleo de bons poetas. motivos que engrandecem a minha alegria e ajudam a manter o amor que tenho pela escrita.

há, de vez em quando, uns acicates da minha parte porque, defendo que, o que considero bom, deve ser destacado. faço-o com todo prazer.
lamento não conseguir chegar a todo lado e destacar todos que merecem, mas prefiro destacar alguns do que nenhum. vou devagarinho…

o destaque de hoje, como não poderia deixar de ser, vai inteirinho para o luso-poemas!

assim, hoje, é dia para agradecer a todos que lêem o que escrevo. aos que, ainda vão mais longe e comentam, o meu agradecimento sincero acompanhado do pedido de desculpas por não responder ou só raramente responder, pois, de facto, prefiro não o fazer, porque não faz o meu género. mas leio sempre com a máxima atenção tudo que comentam e agradeço-vos hoje. a todos.

estou grato por pertencer a esta casa e por ser respeitado por todos. tento escrever o melhor que sei e posso, sabendo que ando numa aprendizagem constante.

desejo muito sucesso a quem publica livros e também desejo muita esperança a quem ambiciona o seu primeiro.

boas escritas e que consigam conquistar, desde dos mais secretos sonhos até aos mais elaborados desejos e que a escrita seja o v/caminho.

até sempre, com um enorme respeito pela escrita e por todos que escrevem.

muito grato,

José António Grilo
22/09/2009


ps: os números das estatísticas no luso-poemas

1 ano
166 textos
358 comentários
17355 leituras

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

deito-me na palavra – para António Paiva

deito-me na palavra
esmiúço cada sentido
cada pensamento
e exponho-me

deito-me e fico
na cama de cada palavra

domingo, 20 de setembro de 2009

surreal – para flavio silver

hoje sou uma cadeira
a mesma em que te sentas
de madeira
onde te lamentas

pensas em mundos diferentes
e escreves as lamúrias contentes

sábado, 19 de setembro de 2009

um sempre – para joseluislopes

amachuco as palavras
que veneram o sentimento ignóbil
em silêncio e em paz
com a mesma transparência

quero palavras sadias
escritas para um sempre

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

olhar guerreiro

de máscara fundi
a luta dos titãs
feito de guerreiro

incongruente e abismal
era a lacuna desse olhar

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

num espaço de ninguém – para Henrique Pedro

num espaço de ninguém
sobrevive o poeta
e na era mais além
as palavras atingem a sua meta

na fé há uma cultura
na vontade que perdura.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

nem sei – para HorrorisCausa

nem sei das ambivalências
que brotam do meu corpo
que se espalham pelo universo
como matéria

escrevo na tela a mesma emoção
com que pinto esta folha

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

domingo, 13 de setembro de 2009

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

há! para Sandra Fonseca

há um corpo profano
que alberga os sentidos intemporais
há um olhar mundano
que ama, sofre e sabe mais

mesmo que o silêncio
se esconda em segredo. há!

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

a minha terra - para Alentagus

na minha terra brota em fusão
a labuta do ofício desenhado no gesto
curvada à conquista da sombra

honra é código
e a palavra uma arma.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

sonho - para Vera Silva

da noite fiz viagem
da viagem o desejo
e do desejo nasceu o sonho
o sonho de ser feliz

já cumpri o sonho
e agora vou cumprir a realidade!

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

poema prostrado – para a margarete

e as minhas humildes homenagens aos luso-poetas continuam, de alguma forma, além de dizer-lhes que gosto do que escrevem é também uma alternativa de dizer-vos – leiam – que eles merecem porque escrevem muito bem, na minha despretensiosa opinião

assim depois de:

júlio saraiva
caopoeta
xavier zarco
cleo
josé torres
fogomaduro

eis que hoje elejo outro excelente nome da nossa casa

Margarte

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poema prostrado


é na escuridão
que me reencontro
e escrevo de olhos vendados
os pecados da minha inocência

de tanta dor o meu perdão
nas lágrimas da displicência

domingo, 6 de setembro de 2009

fogomaduro – no poema aberto

corriam labaredas estremecidas
na fuga aos pecadores
e um manto de palavras
abafaram as dores

corre-lhe uma veia literária
ergue-se a poesia


(dedicado ao poeta Domingos da Mota)

sábado, 5 de setembro de 2009

sonhador – para o José Torres

há na força – o teu jeito
há na raça – o teu querer
há na vontade – o teu peito
aberto, entregue à causa escrita

no pensamento um livro
e na voz – o desejo perfeito

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

terça-feira, 1 de setembro de 2009

devaneios - para a poetisa cleo

urdidura ambivalente
que tece a lisura lilás
dos tempos perdidos
arrastados pela esperança

procuras o meu corpo
onde procuro a liberdade