domingo, 30 de novembro de 2008
quisera eu ser teu…
num poema
quisera eu ser teu…
hoje feito da dor
encubro o verdadeiro tema
quisera eu ser sempre teu…
amor pardacento
neste poema sou eu
sedento…
sem o condão de ser teu…
quisera eu ser teu…
GE3 em: 15-11-2008
sábado, 29 de novembro de 2008
apesar de tudo…
suspiros…
soluços endiabrados
e no rosto da criança
floresce a esperança.
GE3 em: 12 - 11- 2008
quinta-feira, 27 de novembro de 2008
sinto-me
fez-me mais pobre
cada dia que passa morro devagar…
GE3 em: 09-11-2008
quarta-feira, 26 de novembro de 2008
inveterada espécie
ninguém cala a insurreição
é fundida nas almas
que sobrevivem…
solta-se na voz…
em que, cada corpo, é a foz!
GE3 em: 07/11/08
terça-feira, 25 de novembro de 2008
segunda-feira, 24 de novembro de 2008
adeus
adeus meu anjo
adeus amigos
adeus aos meus dias
adeus a todos
o meu mundo mudou…
GE3 em: 03/11/08
domingo, 23 de novembro de 2008
pleito
crápulas de máscaras
hediondos passantes
deixam a sua marca.
qual deserto de ideias
nutre tantos duelos…
GE3 em: 02/11/2008
sábado, 22 de novembro de 2008
texto literário
as palavras juntaram-se
dançaram entre elas
ao som das frases eruditas
numa pintura simbólica
desenhou-se o poeta.
GE3 em: 01/11/08
sexta-feira, 21 de novembro de 2008
personalidade
tenho inúmeros defeitos, mau feitio, mas convivo bem com isso. suporto-me. ainda não consegui alternativa…
GE3 em: 30/10/08
quinta-feira, 20 de novembro de 2008
passado
sobre o passado não há mais nada a dizer. morreu. enterrou-se com o tempo. agora só os historiadores podem perceber do que padeceu...
GE3 em: 30/10/08
quarta-feira, 19 de novembro de 2008
terça-feira, 18 de novembro de 2008
sentenças
mudaria os dias a contento
e nas noites abdicava dos sonhos
embrulhava o tempo
para que nem o tempo, nem ninguém, soubesse
de mim…
quanta loucura!
quanta infâmia destronada
ser-te louco
saber-te pouco
nesta ânsia anunciada…
quanta fragilidade
sem poder ser… mestre
guerreiro
campestre
marinheiro
militante sem dinheiro.
quanta verdade
faz a diferença, faz a sentença…
segunda-feira, 17 de novembro de 2008
satirizo
defeco ideias
criticas avarentas
nas palavras cruzadas
sou o poder
do meu umbigo
GE3 em: 26/10/08
domingo, 16 de novembro de 2008
sucumbi
jugularam
(os propósitos)
renunciando
(aos próprios passos)
enclausurei
(os sentidos da vida)
efígie
(perpetuada na escrita)
GE3 em: 26/10/08
sábado, 15 de novembro de 2008
súcias de letras
um umbigo gigante
envolto nas ideias
na mente perversa
expansiva
escorre pela mão
sexta-feira, 14 de novembro de 2008
amantes
rasgo os papeis
matando as palavras
perdidas…
perdido estou eu
eu e tu…
somos dois amantes
somos…
mesmo distantes!
quinta-feira, 13 de novembro de 2008
gritei ás intenções
entre raios e gritos
sobram as palavras
não ditas…
sobra tudo
porque é delas que a alma
se alimenta.
entre polémicas e riscos
morrem as intenções…
GE3 em: 22/10/08
quarta-feira, 12 de novembro de 2008
se…
se a tristeza fosse solidão, teria na solidão a tristeza de estar perdido, porque contigo (mesmo longe) jamais estaria triste e perdido a solidão. é por ti que sigo o meu caminho…
GE em: 17/10/08
terça-feira, 11 de novembro de 2008
melancolia
na pegada
distancio-me
faço-me e desfaço-me
na angustia da solidão
sigo, inerte, o caminho
que tenho que percorrer.
continuo só
amarrado
no limiar do risco
e deixo-me adormecer.
quero acordar
no fim…
GE3 em: 16/10/08
segunda-feira, 10 de novembro de 2008
para alguém muito especial...
olhos nos olhos
sentimos o amor
espalhado…
no desejo cercado
pelo nosso corpo.
noite longa
de abraços
de beijos
de suspiros
de lampejos
noite nossa
guardada.
olhos nos olhos
esperámos um pelo outro…
GE3 em: 13/10/2008
domingo, 9 de novembro de 2008
mundo de ilusão
num desejo triste
entre vontades sem noção
perdi-me,
no gesto que nunca viste
sem que soubesses a razão
perdi-me,
por amar-te demais
num mundo de ilusão…
GE3 em: 13/10/2008
sábado, 8 de novembro de 2008
ruínas do tempo
deixei o tempo fugir
sem perceber o meu destino
e ele levou-me…
o melhor que tinha
e hoje,
só a memória não se apaga
só a intenção me afaga.
GE3 em: 13/10/08
sexta-feira, 7 de novembro de 2008
sexo
teu corpo
submisso
grita-me ao ouvido
para que não pare…
nossos corpos
enrolados
em latidos
incontidos
de prazer
desaguam em fontes
do nosso querer…
sóbrios momentos
escaldantes
jorram o prazer
dos instantes
do nosso ser…
amar-te-ia outra vez!
GE3 em: 12/10/2008
quinta-feira, 6 de novembro de 2008
quis tudo sem nada poder…
quis que me lessem
e não fui lido
quis ser comentado
e fui esquecido
quis tanta coisa
sem coisa nenhuma dar
quis impor o meu Eu
quis acorrentado
ao desejo
ao despejo
e nunca quis acordar…
de um sonho inventado no querer!
GE3 em: 12/10/2008
quarta-feira, 5 de novembro de 2008
a cada passo…
tenho o espaço marcado
de uma marcação impiedosa
tenho os passos contados
por um passo dar…
tenho a liberdade aberta
a mente deserta
e a angustia deliberada.
sou imaginação
o pecado do não!
sou o parente pobre
e a ausência do perdão…
tenho o espaço
nos passos
da liberdade parada.
tenho o presente na mão!
GE3 em: 11/10/2008
terça-feira, 4 de novembro de 2008
o que resta de ti
um frémito
da ausência de ti
acordou a minha consciência.
mais que as horas
da nossa loucura
há o desejo carnal.
continuo ansioso por esse corpo!
GE3 em: 24/09/2008
segunda-feira, 3 de novembro de 2008
o caminho
de sandálias gastas
percorro o caminho
(que julgo ser meu)
ando de forças emprestadas
na procura da minha razão
outro caminho
cobre-me a tentação.
GE3 em: 22/09/2008
domingo, 2 de novembro de 2008
o preço
trago pedras no sapato
e com elas caminho
nos meus dias de torturas ocas
trago dores
e nos pés o sangue
derramado
que os erros da vida
teimam em ensinar-me…
sábado, 1 de novembro de 2008
editorial – nota de abertura
inicia-se hoje, primeiro dia de Novembro de 08 este espaço dedicado as letras. defende a escrita na expressão da mesma. é outra forma de alguém se expor, ser pessoa enquanto autor sem rosto e com o mesmo direito de o ser. há uma escrita em 3 paradigmas:
a literatura heterónima – a outra face do poeta
a literatura como arma sendo um instrumento disparado por uma GE3 – a questão social do autor
e por fim o conteúdo do gesto da escrita – que impoluto desenha o poeta através das palavras.
são dados que fazem a assinatura – GE3
aqui partilho o heterónimo, difundo as letras e desejo que cada leitor possa usufruir deste espaço com esplendor. se o conseguir, uma vez que seja, já terá valido a pena.
por mim, esta identidade será um marco na escrita que tanto amo, respeito e assumo com a maior seriedade possível.
que todos sejam bem vindos se vierem pela escrita.
GE3 – o grito escrito que no seu eco gera três actos…